Oh, metade dano,
quem for meu amigo
não me convide pra dormir
em fazenda su a que eu não vou,
pode dizer que tem buchada,
panelada, feijoada, coalhada,
leite mojido, queijo mole,
pode dizer que tem até carne de sal
com feijão verde
que eu não vou, não vou porque...
Meia noite pinde, pinde com galo,
galo pinde com pinde,
pinde com pinde pinde,
Meia noite tem almofada do bar de ouro,
alfada do forno,
porque ninguém pode dormir.
Meia noite pinde, pinde com galo,
galo pinde com pinde, pinde de
Meia noite tem almofada do bar de ouro,
do forno, porque ninguém
pode dormir.
O Armando Afonso
quando toma uns 10
costuma ter umas graças sem graça.
Ele diz pra mim, gozaga,
bota o bucho pra fora.
Eu botei, ele me deu um morro.
Aí me chamou de véio e acabado,
é, tu tá, olha, vamos pra fazenda
que eu tenho em Lagoa dos Gatos?
Que eu não te dou quatro dias
que tu fica não vim e fui, é, o besta fui,
perdi a viagem não.
O gato de Santa Gertrude com o Japa,
me ofereceu até um touro de presente,
uns uísque bom
Danado o jantar, ha ha, naquela base
Depois disse pra mulher assim
Arma uma re de pra Luiz aqui no arpente
Pronto Luiz, aqui tu vai puxar o
teu ronco a vontade
Eu me espichei na rede
Quando eu passei que ia puxar
o maior ronco
Não consegui dormir porque, ha ha
Não tinha jeito não
Meia noite, pinto,
pinto com o galo no galo
Pinto com o pinto, pinto, pinto, pinto, pinto
Meia noite, tenho a bufada do
balde
O meu amigo Fernando de Alencapinto
é o maior criador de holandês
do Brasil.
Fazenda Bela Vista
é a maior fazenda de São Paulo,
não tem maior não.
Amigo velho do peito me
mandou um recado
dizendo que tinha lá um
peão pra me oferecer.
Eu fui, mostrou o gadão,
aí disse escolha, eu disse,
bom, é pra escolher?
Escolhi lá um garroto lindo,
lindo de morrer.
Eu digo, Fernando, e o que é o P .O.?
Você não disse que era um P .O.?
Gonzaga, P .O. é esse aí mesmo,
é puro de origem,
é holandês por o sangue.
Vamos co memorar, bora.
Chegamos na sede da fazenda,
o uísque como diabo,
eita, até champanhe ele abriu pra nós.
Cantei, toquei, chachei.
Aí eu disse, ó Fernando,
esse uísque aqui também é P .O.?
É Gonzaga, esse é P .O .N.,
Puro Nacionato,
já tá é bêbado. Vamos dormir?
Me botou num apartamento
bonito como diabo,
mas não pude dormir,
sabe por quê?
O meu amigo Elfidio Silva de Caruaru
me falou lá em São Paulo, Gonzaga,
aqui na ci dade Americana,
bem pertinho de São Paulo,
tem o fazendeirão danado que é teu fã,
ele tem lá um presente pra tu,
diz que é só tu ir buscar.
Eu digo, vamos lá? Bora!
Tocamos pra Americana.
Fazenda Angélica.
Eita, seu Guilherme.
Guilherme,
o nome dele é completo
é Guilherme de Campos Sales.
A esposa dele é Dona Zita.
Casal maravilhoso.
Muito bem, seu Gonzaga,
nós somos seus admiradores.
Eu tenho aqui um garrote para lhe oferecer,
tá vendo esse lindo novilho aqui?
É seu!
Para o senhor levar para o Sr. Exu.
É filho do famosíssimo pepino,
o maior touro da raça de Santa Gertrude.
Campeão dos campeões
na exposição de água branca em São Paulo.
Leve para a sua terra.
É bom de corte, bom de peso
e é gado bom de leite.
Cruza com qualquer raça.
Muito obrigado, seu Guilherme.
Não, não agradeça a mim.
Agradeça a José,
que é o nosso grande capataz.
Agora eu quero ver a sua asa branca
nessa sua sopona.
Aí eu desembarquei o fole e
cantei pra ele.
Quando foi na hora de dormir,
eu disse pra Elpidio. Elpidio, olha na janela.
Eu vi, tava lá, rapaz,
aquela tela contra a Moriçoca.
Aí Elpidio disse, é Gonzaga,
mas aqui, aqui na fazenda do seu
Guilherme
não tem Moriçoca,
não. Eu digo é, mas dá pra contar Musguinho?
dá?! manda aí,
Brazal!
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